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Mostrando postagens de 2013

Paradoxo

Quando olhares pela janela esta manhã, o Sol não terá nascido.
Quando sentires o aroma das rosas, elas não terão desabrochado
Quando veres o relógio, as horas não terão passado.
Quando pensares que corre, nem terás caminhado.
Quando estiveres no chão, sequer estarás caído.
Quando alcançares o céu, ainda não terás alçado voo.
Quando achares que estás vivendo, nem ao menos terás nascido.
Quando leres estas palavras, tu ainda não as terás escrito
Mozer.

Doutor Eu *

Na busca por uma estrela Viajei pelo céu E acabei me deparando com um anjo
O curso foi alterado Os mesmos olhos agora enxergam diferente A mesma estrela teve o brilho enfraquecido
A pessoa que eu era ontem Não é a mesma de hoje Regenerei-me
Adaptei-me às adversidades Tornei-me aliado do Tempo Esse senhor de si mesmo
Todo recomeço descende do fim Todo depois depende do antes Todo futuro necessita do passado
A linha temporal que os conecta Que os torna iguais, mesmo sendo diferentes É um pequeno momento infinito:
A essência do ser

*poema livremente inspirado na série britânica Doctor Who.
Mozer.

Brindo com Palavras

Curioso como um monte de desenhos num pedaço de papel pode dizer tanta coisa. Curioso como os sons vão ganhando forma ao passarmos os olhos pelas linhas e uma voz ganha vida em nossa cabeça. A nossa própria voz, a da pessoa que escreveu ou até uma que nunca escutamos. É ouvir com os olhos.

Admirando quem sabem brincar com as palavras, até me esqueci que às vezes me arrisco nessa aventura. Fazemos pessoas sãs ouvirem vozes no silêncio. Quem é mais louco nessa história, eu desconheço. Só sei que deixamos nosso recado. Ou tentamos.

E a isso eu brindo!


Mozer.

30.000 visualizações do VPC

O Versos, Prosas e Colóquios atingiu mais uma marca simbólica.
Mesmo eu postando com pouca frequência e não interagindo como antes na blogsfera, ainda sim é bom chegar a esse número.

Sem mais enrolações, OBRIGADO!

Mozer.

Metamorfoseando

A procura está encerrada Eis que surge a verdadeira dona Detentora destes versos desconexos
A linha tênue do afeto foi ultrapassada O que era belo transformou-se Agora é Infinito
Musa verdadeira Pura de alma De olhos mutantes
Mesmos olhos que outro dia julguei brilhar Um fulgor rápido Porém repetido várias vezes na lembrança
Estes versos são uma pretensão e um risco Humildes e ousados Mas acima de tudo transformadores
Com igual efeito Para ambos Assim espero
Que teus lindos olhos os vejam Os aceitem E transmutem o teu coração
Um sentimento real Em palavras torna-se vago Indescritível
Tu és anjo, fada, ou o que for Exerce mágica sobre mim És enfim,

A minha inspiração.
Mozer.

Meu Eu Normal

Ah, meu Eu normal, Desculpe a sinceridade Mas você é tão chato!
Nem mesmo eu gostaria de você Caso fosse outra pessoa
Onde guardas todos os desejos? Onde esconde todos os pensamentos? Todas as verdades não ditas?
Desprenda-se dessa fachada Imposta sob ameaças de não aceitação
De tanto querer agradar Não agrada a ninguém Muito menos a si próprio
Pare de falar e faça Pare de pedir e tome
Daqueles que te contemplam verdadeiramente Desprovido de fórmulas Sorte ou azar
Perdoe a honestidade Não a confunda com descortesia
Sei que é sombrio pensar isso de você De nós De mim
Mas uma Leanan veio visitar-me E agora perdi o bom senso
Ah, meu Eu normal Ao menos uma vez entremos em acordo O real nos espera
Você está pronto?

Mozer.

Palavras São Vento...

Antítese

Angelicalidade

Livro: De Pernas Para o Ar - minhas memórias com Garrincha