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Mostrando postagens de 2014

Multifuncional

Chega de meias palavras De meios pensamentos De meios gestos Chega de meia vida
Pé na estrada e corações ao alto! A passagem comprada é só de ida
Aquilo que sabe É que continua não sabendo A única certeza É de que não tem nenhuma
Mas vamos seguindo em frente Que uma hora o passo se acostuma
Seus pés a levam numa direção Sua cabeça a empurra para outra A razão a puxa para trás A realidade a obriga a ficar
E daí? Isso não importa! O coração – rebelde – quer voar
Nem tente decifrá-la A língua dos loucos não tem tradução Desista de entendê-la Isso nem o Seu Sigmund explica
Mas uma coisa é certa O vento sopra na direção em que se acredita

Para R.  Feliz aniversário.

Andanças

Deixei-me guiar pelos rastros de suas páginas Seguindo atrás de pegadas distraídas Viajei por palavras e me perdi em sentimentos Agora não quero mais voltar
Alçamos Voos em uma jornada só de ida As páginas distraídas agora têm seu nome Esperei desvendá-la ao final da trilha Porém encontrei a mim mesmo esperando por ela
Os seus sonhos projetados, edifico em verdades Aos meus dias construídos, ela fornece cor Às palavras no papel, damos significado
E à distância que nos separa sequer tem valor...
Mozer.
Para W.

A Menina Que Roubava Livros

Minha primeira reação ao saber que um best-seller será adaptado para o cinema é ficar com um pé atrás. “Hummm, será que vai ficar bom...?” Essa reação é bem comum, considerando o impacto que a obra original causa. Esperamos, no mínimo, que a história retratada na telona seja a mesma que lemos nas páginas do livro. Quando isso não acontece, é uma verdadeira decepção. Mas ao assistirmos àquilo pelo qual tanto esperávamos, atingindo todas as nossas expectativas, um sentimento de missão cumprida toma conta de nós. E foi exatamente esse sentimento que tive ao assistir à adaptação de A Menina Que Roubava Livros.

      Eis um filme completo: com doses certas de emoção, humor, aventura e suspense. Para os fãs do livro, a surpresa maior é perceber quão lindamente ele foi ajustado para o cinema. A história de Liesel Meminger, na obra escrita, tem a característica peculiar de ser narrada pela própria Morte. Assim, o diretor Brian Percival usou de um artifício simples para manter essa mesma…