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Palavras São Vento...

fonte Até outro dia pensava que isso fosse verdade. Agora tenho certeza que é. Palavras são brisas que sopramos, para refrescar a alma de outro alguém. O vento morno que aquece quem está com frio. A rajada que enfuna as velas, e faz o navio mover-se. São as mãos que acariciam aqueles que não podemos tocar... Palavras são vento... Mas podem ser tempestade. Fazer-se temporal na vida daqueles a quem atingem. Desnortear. Confundir. Afundar... Dê poder a um homem e ele revelará seu verdadeiro semblante. Dê Palavras e será muito semelhante. Não tanto no começo. Elas são de mais fácil controle. Manipuláveis. Mascaram-se. Mas com o tempo elas se acumulam, se contradizem. Vão se interligando e formam a corda que virá a enforcar todas as mentiras. Por isso deve-se tomar cuidado com as Palavras. Usá-las com sabedoria. Com verdade. Sozinhas, já bastam para deixar uma marca. Aliadas aos atos, elas são invencíveis. Tornam-se palpáveis. Físicas. Há perigos. Porém também há beleza nisso. Uma metamorf...

Antítese

Mudanças Para afirmar que o Tempo não para Erros Para mostrar-lhe que ainda é humano Dor Para lembrá-lo de que ainda está vivo Saudade Para dizer que ainda há amor Sombras Para destacar o brilho da luz Morte Para legitimar o valor da vida Mozer

Angelicalidade

Procura-se uma dona para estes versos Que os motive Que os inspire E os aceite Não precisa ser perfeita Seria redundância Basta apenas ser única Singular de manias e trejeitos De que vale aparência... Olhos negros ou azuis “Angelicalidade” está na alma Que sentimentos vençam pensamentos Que atos vençam palavras E a coragem de se entregar Seja maior que o medo de amar Mozer.

Livro: De Pernas Para o Ar - minhas memórias com Garrincha

Fonte da imagem Ao ler o título deste livro, assim que bati o olho no nome “Garrincha”, o primeiro pensamento que veio até mim foi: “é um livro sobre futebol? Mas eu não entendo nada de futebol!”. Realmente o esporte mais famoso do mundo serve como pano de fundo para esta obra, afinal foi através do futebol que um nome se fez mito.              Porém, Gerson Suares, nos apresenta, por meio de várias crônicas, um Mané Garrincha diferente, aquele de fora dos gramados: a pessoa, o menino, o homem. E o autor tem um ponto forte a seu favor: como filho da cantora Elza Soares e enteado do craque, ele teve o privilegio de conviver com Mané e de testemunhar diversos momentos de sua vida, desde os mais engraçados até os mais comoventes.              O livro é dividido em três partes e em cada uma delas um lado de Garrincha é mostrado. Na primeira, entramos nos bastidores do futebol, com ...

"Mesmo fundamento singular do ser humano" *

O mais difícil é não pensar...       A mente prega-nos peças, misturando passado, presente e futuro; realidades e fantasias.       Em um momento, um clarão de certeza sobre quem somos e, um instante depois, essa certeza torna-se dúvida.       Há uma fé abalada, em nós mesmos e na humanidade de modo geral. Logo em seguida um fiozinho de esperança desponta, puxado até arrebentar. Para ser reencontrado mais a frente, talvez.       A morosidade corporal contrasta com a rapidez do pensamento. A gana é frustrada pelas restrições físicas. O corpo é um limitador para uma mente incontrolável.       Nossa imaginação é caprichosa, impaciente e mimada. Pula do início direto para o fim, como alguém que não consegue esperar o desfecho e parte logo para as páginas finais de um romance. Antes de escrever, já imagina as críticas. Antes de compor a letra, já idealiza a fama. Ante...