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Doutor Eu *

imagem retirada da internet Na busca por uma estrela Viajei pelo céu E acabei me deparando com um anjo O curso foi alterado Os mesmos olhos agora enxergam diferente A mesma estrela teve o brilho enfraquecido A pessoa que eu era ontem Não é a mesma de hoje Regenerei-me Adaptei-me às adversidades Tornei-me aliado do Tempo Esse senhor de si mesmo Todo recomeço descende do fim Todo depois depende do antes Todo futuro necessita do passado A linha temporal que os conecta Que os torna iguais, mesmo sendo diferentes É um pequeno momento infinito: A essência do ser *poema livremente inspirado na série britânica Doctor Who. Mozer.

Brindo com Palavras

Imagem da internet Curioso como um monte de desenhos num pedaço de papel pode dizer tanta coisa. Curioso como os sons vão ganhando forma ao passarmos os olhos pelas linhas e uma voz ganha vida em nossa cabeça. A nossa própria voz, a da pessoa que escreveu ou até uma que nunca escutamos. É ouvir com os olhos. Admirando quem sabem brincar com as palavras, até me esqueci que às vezes me arrisco nessa aventura. Fazemos pessoas sãs ouvirem vozes no silêncio. Quem é mais louco nessa história, eu desconheço. Só sei que deixamos nosso recado. Ou tentamos. E a isso eu brindo! Mozer .

30.000 visualizações do VPC

O Versos, Prosas e Colóquios atingiu mais uma marca simbólica. Mesmo eu postando com pouca frequência e não interagindo como antes na blogsfera, ainda sim é bom chegar a esse número. Sem mais enrolações, OBRIGADO! Mozer.

Metamorfoseando

imagem retirada da internet A procura está encerrada Eis que surge a verdadeira dona Detentora destes versos desconexos A linha tênue do afeto foi ultrapassada O que era belo transformou-se Agora é Infinito Musa verdadeira Pura de alma De olhos mutantes Mesmos olhos que outro dia julguei brilhar Um fulgor rápido Porém repetido várias vezes na lembrança Estes versos são uma pretensão e um risco Humildes e ousados Mas acima de tudo transformadores Com igual efeito Para ambos Assim espero Que teus lindos olhos os vejam Os aceitem E transmutem o teu coração Um sentimento real Em palavras torna-se vago Indescritível Tu és anjo, fada, ou o que for Exerce mágica sobre mim És enfim, A minha inspiração. Mozer.

Meu Eu Normal

Imagem retirada da internet Ah, meu Eu normal, Desculpe a sinceridade Mas você é tão chato! Nem mesmo eu gostaria de você Caso fosse outra pessoa Onde guardas todos os desejos? Onde esconde todos os pensamentos? Todas as verdades não ditas? Desprenda-se dessa fachada Imposta sob ameaças de não aceitação De tanto querer agradar Não agrada a ninguém Muito menos a si próprio Pare de falar e faça Pare de pedir e tome Daqueles que te contemplam verdadeiramente Desprovido de fórmulas Sorte ou azar Perdoe a honestidade Não a confunda com descortesia Sei que é sombrio pensar isso de você De nós De mim Mas uma Leanan veio visitar-me E agora perdi o bom senso Ah, meu Eu normal Ao menos uma vez entremos em acordo O real nos espera Você está pronto? Mozer.

Palavras São Vento...

fonte Até outro dia pensava que isso fosse verdade. Agora tenho certeza que é. Palavras são brisas que sopramos, para refrescar a alma de outro alguém. O vento morno que aquece quem está com frio. A rajada que enfuna as velas, e faz o navio mover-se. São as mãos que acariciam aqueles que não podemos tocar... Palavras são vento... Mas podem ser tempestade. Fazer-se temporal na vida daqueles a quem atingem. Desnortear. Confundir. Afundar... Dê poder a um homem e ele revelará seu verdadeiro semblante. Dê Palavras e será muito semelhante. Não tanto no começo. Elas são de mais fácil controle. Manipuláveis. Mascaram-se. Mas com o tempo elas se acumulam, se contradizem. Vão se interligando e formam a corda que virá a enforcar todas as mentiras. Por isso deve-se tomar cuidado com as Palavras. Usá-las com sabedoria. Com verdade. Sozinhas, já bastam para deixar uma marca. Aliadas aos atos, elas são invencíveis. Tornam-se palpáveis. Físicas. Há perigos. Porém também há beleza nisso. Uma metamorf...

Antítese

Mudanças Para afirmar que o Tempo não para Erros Para mostrar-lhe que ainda é humano Dor Para lembrá-lo de que ainda está vivo Saudade Para dizer que ainda há amor Sombras Para destacar o brilho da luz Morte Para legitimar o valor da vida Mozer

Angelicalidade

Procura-se uma dona para estes versos Que os motive Que os inspire E os aceite Não precisa ser perfeita Seria redundância Basta apenas ser única Singular de manias e trejeitos De que vale aparência... Olhos negros ou azuis “Angelicalidade” está na alma Que sentimentos vençam pensamentos Que atos vençam palavras E a coragem de se entregar Seja maior que o medo de amar Mozer.

Livro: De Pernas Para o Ar - minhas memórias com Garrincha

Fonte da imagem Ao ler o título deste livro, assim que bati o olho no nome “Garrincha”, o primeiro pensamento que veio até mim foi: “é um livro sobre futebol? Mas eu não entendo nada de futebol!”. Realmente o esporte mais famoso do mundo serve como pano de fundo para esta obra, afinal foi através do futebol que um nome se fez mito.              Porém, Gerson Suares, nos apresenta, por meio de várias crônicas, um Mané Garrincha diferente, aquele de fora dos gramados: a pessoa, o menino, o homem. E o autor tem um ponto forte a seu favor: como filho da cantora Elza Soares e enteado do craque, ele teve o privilegio de conviver com Mané e de testemunhar diversos momentos de sua vida, desde os mais engraçados até os mais comoventes.              O livro é dividido em três partes e em cada uma delas um lado de Garrincha é mostrado. Na primeira, entramos nos bastidores do futebol, com ...