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Unilateral

Imagem retirada da internet. Um castelo de areia ao vento Uma armadilha de desejos não realizados Um placebo que perde seu efeito É o mesmo que lembrar dos filmes que nunca viu Dos livros que nunca leu Das músicas que nunca ouviu E dos beijos que nunca recebeu... É como uma mentira  Repetida tantas vezes até se tornar verdade Apenas um sonho desperto Ilusão que não acaba pois já está acordado Como perder algo que nunca se teve?  É como ter saudades de algo que nunca se foi. Nunca se foi porque nunca chegou a vir... Amar unilateralmente é um paradoxo...

Multifuncional

Chega de meias palavras De meios pensamentos De meios gestos Chega de meia vida Pé na estrada e corações ao alto! A passagem comprada é só de ida Aquilo que sabe É que continua não sabendo A única certeza É de que não tem nenhuma Mas vamos seguindo em frente Que uma hora o passo se acostuma Seus pés a levam numa direção Sua cabeça a empurra para outra A razão a puxa para trás A realidade a obriga a ficar E daí? Isso não importa! O coração – rebelde – quer voar Nem tente decifrá-la A língua dos loucos não tem tradução Desista de entendê-la Isso nem o Seu Sigmund explica Mas uma coisa é certa O vento sopra na direção em que se acredita Para R.  Feliz aniversário.

Andanças

Fonte Deixei-me guiar pelos rastros de suas páginas Seguindo atrás de pegadas distraídas Viajei por palavras e me perdi em sentimentos Agora não quero mais voltar Alçamos Voos em uma jornada só de ida As páginas distraídas agora têm seu nome Esperei desvendá-la ao final da trilha Porém encontrei a mim mesmo esperando por ela Os seus sonhos projetados, edifico em verdades Aos meus dias construídos, ela fornece cor Às palavras no papel, damos significado E à distância que nos separa sequer tem valor... Mozer. Para W.

A Menina Que Roubava Livros

      Minha primeira reação ao saber que um best-seller será adaptado para o cinema é ficar com um pé atrás. “Hummm, será que vai ficar bom...?” Essa reação é bem comum, considerando o impacto que a obra original causa. Esperamos, no mínimo, que a história retratada na telona seja a mesma que lemos nas páginas do livro. Quando isso não acontece, é uma verdadeira decepção. Mas ao assistirmos àquilo pelo qual tanto esperávamos, atingindo todas as nossas expectativas, um sentimento de missão cumprida toma conta de nós. E foi exatamente esse sentimento que tive ao assistir à adaptação de A Menina Que Roubava Livros.       Eis um filme completo: com doses certas de emoção, humor, aventura e suspense. Para os fãs do livro, a surpresa maior é perceber quão lindamente ele foi ajustado para o cinema. A história de Liesel Meminger, na obra escrita, tem a característica peculiar de ser narrada pela própria Morte. Assim, o diretor Brian Percival usou de um artifício s...

Paradoxo

fonte da imagem Quando olhares pela janela esta manhã, o Sol não terá nascido. Quando sentires o aroma das rosas, elas não terão desabrochado Quando veres o relógio, as horas não terão passado. Quando pensares que corre, nem terás caminhado. Quando estiveres no chão, sequer estarás caído. Quando alcançares o céu, ainda não terás alçado voo. Quando achares que estás vivendo, nem ao menos terás nascido. Quando leres estas palavras, tu ainda não as terás escrito Mozer.

Doutor Eu *

imagem retirada da internet Na busca por uma estrela Viajei pelo céu E acabei me deparando com um anjo O curso foi alterado Os mesmos olhos agora enxergam diferente A mesma estrela teve o brilho enfraquecido A pessoa que eu era ontem Não é a mesma de hoje Regenerei-me Adaptei-me às adversidades Tornei-me aliado do Tempo Esse senhor de si mesmo Todo recomeço descende do fim Todo depois depende do antes Todo futuro necessita do passado A linha temporal que os conecta Que os torna iguais, mesmo sendo diferentes É um pequeno momento infinito: A essência do ser *poema livremente inspirado na série britânica Doctor Who. Mozer.

Brindo com Palavras

Imagem da internet Curioso como um monte de desenhos num pedaço de papel pode dizer tanta coisa. Curioso como os sons vão ganhando forma ao passarmos os olhos pelas linhas e uma voz ganha vida em nossa cabeça. A nossa própria voz, a da pessoa que escreveu ou até uma que nunca escutamos. É ouvir com os olhos. Admirando quem sabem brincar com as palavras, até me esqueci que às vezes me arrisco nessa aventura. Fazemos pessoas sãs ouvirem vozes no silêncio. Quem é mais louco nessa história, eu desconheço. Só sei que deixamos nosso recado. Ou tentamos. E a isso eu brindo! Mozer .

30.000 visualizações do VPC

O Versos, Prosas e Colóquios atingiu mais uma marca simbólica. Mesmo eu postando com pouca frequência e não interagindo como antes na blogsfera, ainda sim é bom chegar a esse número. Sem mais enrolações, OBRIGADO! Mozer.

Metamorfoseando

imagem retirada da internet A procura está encerrada Eis que surge a verdadeira dona Detentora destes versos desconexos A linha tênue do afeto foi ultrapassada O que era belo transformou-se Agora é Infinito Musa verdadeira Pura de alma De olhos mutantes Mesmos olhos que outro dia julguei brilhar Um fulgor rápido Porém repetido várias vezes na lembrança Estes versos são uma pretensão e um risco Humildes e ousados Mas acima de tudo transformadores Com igual efeito Para ambos Assim espero Que teus lindos olhos os vejam Os aceitem E transmutem o teu coração Um sentimento real Em palavras torna-se vago Indescritível Tu és anjo, fada, ou o que for Exerce mágica sobre mim És enfim, A minha inspiração. Mozer.

Meu Eu Normal

Imagem retirada da internet Ah, meu Eu normal, Desculpe a sinceridade Mas você é tão chato! Nem mesmo eu gostaria de você Caso fosse outra pessoa Onde guardas todos os desejos? Onde esconde todos os pensamentos? Todas as verdades não ditas? Desprenda-se dessa fachada Imposta sob ameaças de não aceitação De tanto querer agradar Não agrada a ninguém Muito menos a si próprio Pare de falar e faça Pare de pedir e tome Daqueles que te contemplam verdadeiramente Desprovido de fórmulas Sorte ou azar Perdoe a honestidade Não a confunda com descortesia Sei que é sombrio pensar isso de você De nós De mim Mas uma Leanan veio visitar-me E agora perdi o bom senso Ah, meu Eu normal Ao menos uma vez entremos em acordo O real nos espera Você está pronto? Mozer.