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Hora finalmente chegou.
O rapaz alto usa um terno preto. Parado bem à sua frente, o homem louro, com sua gravata branca reluzente.
O alto ergue a mão e o louro imita-o.
O homem louro está frio, percebe o outro ao tocarem as palmas.
No silêncio, que inunda o lugar e transborda para os outros cômodos, o rapaz contempla o homem. Já vira aquele rosto muitas vezes. Mas, agora, algo está diferente. É o rosto de um condenado.
Condenado pela lei do seu semelhante.
Condenado pela lei da Natureza.
Tudo sai como planejado. Eles se movem deliberadamente num sincronismo exacerbado. O rapaz alto tira um objeto rutilante do bolso e o coloca contra a cabeça do homem louro. Sorri para ele. Ele sorri de volta.
E, num instante, tudo se transforma em Som.
No chão do quarto, jaze, sem vida, o rapaz alto e louro, com seu terno preto e sua gravata branca reluzente.
Angelus.

belo texto!
ResponderExcluirParabéns!
Olá!
ResponderExcluirBom, o que entendi é o que o texto significa: retratos.
Não consegui definir o que seria o momento... percebi que narrou os instantes finais de um homem condenado, e provavelmente conformado com sua pena de morte.
Mas os motivos, o contexto... não deu pra captar. Absorvi a mensagem como uma tela em mosaico, feita de várias formas e temas. Como um poema de retratos.
Uma ótima semana,
Abraços!!!
http://redutonegativo.blogspot.com
Oie flor espero sua visita em meu blog...
ResponderExcluirestou te seguindo viu!
Beijos
http://confissoes1.blogspot.com/
Pra mim, esse texto mostra um momento de auto-reflexão. O rapaz se olha no espelho meio que vendo seu eu futuro já definido pelas consequências de suas escolhas. No entanto, em dado momento da vida, percebe que certas escolhas levam a caminhos de luz e outras para caminhos de escuridão. Paz e caos. Não podemos ver além de uma escolha e, por isso, escolher, decidir é um ato solitário e silencioso. Podemos até disfarçar o fato de ter feito uma escolha baseado na idéia de que os fins justificam os meios, mas a verdade sempre vem e pode doer como uma luz forte.
ResponderExcluirA mim, parece ser a narração de um assassinato.
ResponderExcluirme parece a reflexão de quão frageis somos, e de como não sabemos o que esperar do dia de amanhã, e que muitas das veses estamos a mercer do julgamento daqueles que nos rodeiam, que muitas das vezes, se mostram crueis, e sem escrupulos nenhum.
bom, foi o que entendi