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O Vasculhador de Almas

Eu sei. Não me perguntes como. Simplesmente... eu sei. Cada palavra tua Cada pensamento O esboço dos teus sentimentos Os suspiros em forma de vírgula... Eu sei. Mas não me temas. Eu te compreendo. Mesmo que não aceite às vezes, Compreendo E isto já basta. Angelus.

Particpação no debate "4 por 4"

      Fiquei surpreso e também muito feliz ao ser convidado pela blogueira Emíliana, do blog As histórias de Emília , para participar de uma discussão muito pertinente, principalmente para nós blogueiros: a liberdade de expressão.        A vocês, amigos, peço que prestigiem essa forma muito interessante de se debater o assunto em: 4 por 4 (liberdade de expressão)   Desde já, obrigado. Angelus.

Figuras Oníricas

Ontem tive um sonho metafórico: Sonhei que era um espelho de suas vontades; Ontem tive um sonho metalinguístico: Sonhei que estava sonhando, para acordar e continuar vivendo a ilusão; Ontem tive um sonho sinestésico: Cheirava-lhe o toque e saboreava suas palavras sussurradas no escuro; Ontem tive um sonho hiperbólico: Um minuto a seu lado eram séculos de prazer; Ontem tive um sonho antitésico: Realidade e fantasia misturavam-se nas cores do inconsciente; Ontem tive um sonho paradoxal: Ouvia o silêncio de sua companhia ausente; Ontem tive um sonho eufemístico: Dizia querer-te bem só para não te dizer que te amo; Ontem tive um sonho irônico: Você dizia que me amava... Angelus.

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                 Escrevo.       Apenas para preencher estas linhas.       Mas escrevo.       Porém ao fazer isso, penso em quem as estará lendo.       Certamente, este alguém vira à procura de algo significante.       Algo que lhe cause risos, empatia, interesse ou uma emoção qualquer.       Contudo, minhas palavras frias não trazem nenhum consolo.       Trazem algo melhor. Inovador.       Ou seria pior? Transgressor?         Elas trazem apenas o vazio.       De que serve toda a filosofia de botequim?       Deixe aqui todos os seus desejos. Suas emoções.       Seus medos. Sofrimentos.       O m...

Fragmentos

fonte da imagem As lembranças espalham-se por todo canto Apenas fragmentos Pedaços mal acabados Para ela, tudo tem um caco de recordação Farpas inflamadas. Ela é uma rosa bela e perfumada Com o corpo repleto dos espinhos da memória Mas decidiu fazer uma limpeza geral Jogar fora todas as lascas Arrancar os espinhos Dói Como um soco na boca do estômago Mas ela persiste Cada dia um pedaço extraído Tem de ser feito devagar, aos poucos O que no inicio parecia impossível Agora é uma hipótese plausível As lembranças espalham-se por todo canto Apenas fragmentos Pedaços mal acabados Mas agora são apenas peças do passado. Angelus. descupem a ausência.

Leve reflexão sobre paixão

Amor palavra linda! Com tantos significados práticos, sempre presentes em nossa vida. No caso de hoje, e só para não perder o habito dos meus posts, falando sobre AMOR, falarei sobre, uma falsa variante, a paixão. Dias passados, reencontrei um amigo, e o vi recém casado, pela sei qual vez, porque sempre que o vejo “casei ontem!”. Estive analisando umas coisas, que me fizeram chegar à seguinte máxima: “Não existe paixão no mundo que valia o sacrifício de uma vida!”. Bom, ainda sou muito romanesca, e curti muito os contos de fadas, nos quais a mocinha encontra o príncipe encantado da sua vida... Acredito que casar com a pessoa certa é o máximo. Mas como achar a pessoa certa se, existe a paixão?! E olha que ela dá e passa! O que me fez chegar à máxima acima, foram “detalhes tão pequenos... são coisas muito grandes para esquecer...”. Vi uns sintomas muito interessantes como: *se não podemos contar o nosso passado para a pessoa porque ela irá nos censurar e não nos quererá mais... *quando a...

Um Ano Depois

fonte da imagem Hoje faz um ano que dei meu último passo para o imprevisível Acabou que o abismo fez-se inevitável Os primeiros meses foram de vertiginosa queda Distanciava-me cada vez mais da superfície Com o tempo, aprendi a planar na escuridão Mas isso apenas retardava a queda Mantive a esperança de que me lançaria uma corda e me puxaria de volta Esperei Enquanto isso juntava os fragmentos de vida   Colava-os uns nos outros Agora, criei asas e inicio meu voo rumo à subida Torno a ver a luz que me aguarda lá em cima Na verdade ela sempre esteve ali Eu apenas tinha-lhe virado as costas Já posso sentir a brisa e o cheiro de terra molhada Um novo mundo me espera Enfrentei o imprevisível   E estou indo desafiá-lo novamente. Angelus.

Completude

  fonte da imagem Hoje, estou completo Como um círculo Uma linha contínua de felicidade Não se sabe onde tem início e nem onde termina Não há arestas cortantes Muito menos quinas pontiagudas Sigo me movendo em busca de mais Sigo girando Enchendo-me com o que há de melhor nessa vida A completude é o que faz a roda girar Foi dada a largada O fim do percurso, não sei Mas eu continuo a rodar Angelus.

Outono

Ela nasceu assim, como nascem as folhas em uma grande árvore. Imperceptível. Mas sempre presente. Ligada ao que lhe mantinha viva. Convive lado a lado com você em todas as estações do ano. Companheira. Amiga. Aguenta a tempestade e desfruta a calmaria. Observa, silenciosa, os frutos que você planta. Muitas vezes calada, mas presente. Você se dá conta da sua presença. Isso é óbvio. Mas não nota a importância tua para com ela. Segue vivendo, esperando que o teu fruto floresça. Mas ele não aflora. Enfim vem o outono e todas as tuas folhas caem, deixando-te sozinho. Apenas ela permanece. Imperceptível. Mas sempre presente. Então você a vê. Repara-lhe a simetria, as formas. Percebe como ela te tem em seu íntimo. Como depende de tua presença. Como vive por tua causa. Entretanto você não pode retê-la. Não quer fazer isso. Precisa libertá-la. Soltá-la ao vento para que seja livre. Faz parte do círculo natural. Todas as folhas um dia precisam cair. Até que o fruto desejado tome forma. Não será ...

A Crônica da Ilha

           Ao ver o comentário de uma amiga no último post , onde ela o chama de crônica, decidi escrever uma intencionalmente. Mas aí me vem a pergunta: sobre o que falar?            Geralmente, as crônicas refletem sobre coisas do cotidiano, de problemas e dilemas. Pensei em ser mais altruísta e discorrer sobre um problema que aflige outra pessoa. Parar de falar sobre mim, mim, mim.            Cogitei perguntar ao vizinho o que lhe afligia, o que lhe tirava o sono. Porém, certamente, ele me mandaria procurar o que fazer ao invés de tomar conta da vida alheia. É crônica, não revista de fofoca.      Isso foi só uma hipótese, mas me fez refletir. Guardamos muitas coisas para nós. Aguentamos o fardo sozinho. Seria por falta de um ouvinte que fosse? Ou não sabemos procurar?      É só um pensamento vago que fabrico so...