Na última terça-feira, dia 14/06, um programa de televisão sobre as condições das penitenciárias brasileiras levou-me a refletir sobre esse tema.
Superlotação. Rivalidade de facções. Violência. Esta é a situação atual do sistema penitenciário brasileiro.
Com o crescimento da criminalidade, o número de pessoas presas superlota as cadeias, gerando conflitos internos. Porém, o ponto problemático não se encontra na quantidade de presídios, mas sim na de criminosos.
Esse é um dos problemas mais graves, cuja solução será notada a longo prazo. O que precisamos é combater a violência e, ao mesmo tempo, investir na educação, desde a infância, garantindo assim que não haja o ingresso de novos membros no mundo do crime.
Acrescido a essas medidas, há a campanha a favor de penas alternativas para delitos leves, como, por exemplo, prestação de serviços comunitários.
Já para aqueles que cumprem pena na carceragem, é necessária uma política de reabilitação à vida social.
Quem entra num presídio não pode deixá-lo pior do que quando entrara. O detento tem que ser capacitado para retornar a vida coletiva. Para isso, devem ensinar-lhe uma profissão, oferecendo oportunidades de trabalho.
Uma mudança no sistema penitenciário não ocorrerá repentinamente, entretanto uma iniciativa a partir de agora já é um grande passo para nós como cidadãos e como indivíduos.
Angelus.

Eu concordo contigo. De nada adianta as políticas públicas dizerem que estão combatendo o crime, se na verdade, faltam trabalhar o caráter desses indivíduos. "Quem entra num presídio não pode deixá-lo pior do que quando entrara". O que é realmente importante, é que eles aprendam e consigam se reintegrar no meio social, e a forma com que eles são tratados nas penitenciárias, conta... e muito!
ResponderExcluirJá leu Vigiar e Punir? Lá explica pq apesar de toda sua ineficiência em cumprir com suas propostas de reabilitação o modelo prisional continua o mesmo há duzentos anos.
ResponderExcluirE essa idéia de reforçar tanto a punição qto os meios de combater a marginalização social para evitar o ingresso de novos membros na "carreira" criminal foi a base da campanha do Tony Blair para primeiro ministro na Inglaterra.
passando para agradeçer a visita no blog.
ResponderExcluirrealmente um presídio não é um lugar bom, qualquer um que entrar em um lugar assim vai entender o que um pássaro sente dentro de uma gaiola.
tenha bons dias!
O sistema penitenciario desse pais sofre porque não tem uma conduta de reformulação do carater do preso, e sim o sentido de afastar o individuo da sociedade, por acha-lo inapropriado de convivencia...talves precisamos entrar na origem, onde começa um criminoso, para entender essas faculdades do crime que são os presidios de hoje.
ResponderExcluirobrigado pelo comentario e volte sempre !
abraço
Se a gente for pra pensar também, esse sistema acaba alimentando um circulo vicioso que em poucos e raros casos consegue reabilitar criminosos e os deixa numa condição, digamos melhor, para retornar a sociedade. Desse modo, acaba gerando involuntariamente mais oportunidades para novos crimes visto que muito deles, como você disse, saem pior do que já estavam.
ResponderExcluirObrigado pela sua passagem no meu blog, é sempre um prazer.
Talvez, e só talvez, a reforma devesse começar por aqueles que fazem as leis.
ResponderExcluirhttp://somosprogramas.blogspot.com/2011/06/diario-de-bordo-criminosos-28052011.html
Retribuindo a visita...
ResponderExcluirE lendo...
bjos
Entendo você e até concordo contigo.
ResponderExcluirMas o problema é que o governo não se importa com nada: Educação, sistema carcerário, etc.
Hoje em dia os presídios servem como "hotel" aos presidiários ao mesmo tempo que ensina a criminalidade aos já criminosos, é uma lástima!
adoreeei o blog e estou seguindo!!
ResponderExcluirqnd tiver um tempinho, de uma passadinha no meu?
bjooos
http://cabecafeminina.blogspot.com/